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O português volta a ter um pênalti decisivo em seus pés, como aconteceu em Milão.

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Tinha que ser ele. Cristiano surge para salvar o Real Madrid. Algo que nunca aconteceu, pra ser bem honesto. Ao longo de toda partida, conseguiu resgatar um time que estava muito abaixo do normal, em uma atuação inacreditável. Na última jogada da partida, o português recebeu uma ótima bola de Toni Kroos e tocou de cabeça para trás, deixando limpa para Lucas Vásquez. O resto dessa história todos já sabem

Pênalti para o Real Madrid. Cristiano novamente com a responsabilidade. E suas pernas não tremiam. Seu olhar não estava abalado. Seus ouvidos não absorviam o que os jogadores da Juventus lhe falavam. Sua mente estava impecavelmente focada. É a maneira como ele joga Liga dos Campeões. Foi preciso esperar até o minuto final da prorrogação para marcar seu gol.  Esteve presente em todas os jogos do Real Madrid nesta edição do torneio e nunca saiu de campo sem ter deixado o seu. Foram 10 partidas e 15 gols até aqui. É, mais uma vez, o artilheiro do torneio, sem qualquer presença que se aproxime de sua sombra. Está a dois gols de seu próprio recorde de mais gols em uma única edição, quando fez 17 na temporada 2013/2014.

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Cristiano comemorando seu gol número 17 em uma edição de Champions.

Mas o papel de Cristiano não é apenas com a bola no pé. Durante todo jogo foi quem mais tentou, mais finalizou, sempre parando nas mãos de Buffon. Como sempre, ninguém do Real Madrid deu mais esperanças ao torcedor no Bernabéu do que ele. Era ele que chamava os companheiros para aumentar a pressão na saída de bola dos italianos, pedia a bola no ataque, não deixava o time desanimar. O medo ia crescendo dentro de cada madridista e dentro dos jogadores também, mas Cristiano permanecia focado. Sua postura foi a mesma após tomar o primeiro gol, após o segundo, incessante. Sempre que conseguia um escanteio, ou chegava com perigo à meta da Juventus, chamava o Bernabéu para não deixar de cantar e apoiar. Fez isso até o último minuto, enquanto o Real Madrid precisava do gol que evitaria levar a partida para prorrogação.

A todo instante, foi quem mais acreditou na classificação. E, como sempre, foi ele quem fez o impossível tornar-se possível. Outro gol de Cristiano e o Real Madrid mais uma vez nas semifinais, a oitava vez nos nove anos do português no clube. Coincidência?

Ao final da partida, foi convicto em entrevista dentro de campo, reconhecendo que foi uma partida difícil: “Foi muito sofrido. E que sirva de lição para nós. No futebol, nada cai do céu. É preciso lutar muito até o final. Eles jogaram muito bem, mas acredito que justiça foi feita ao sairmos classificados”. Ao comentar sobre o pênalti, foi direto e afirmou que foi bem marcado. “Sobre o lance, foi pênalti. Não sei por que estão protestando. Sempre nos atingem por trás dentro da área. É o estilo de jogo deles. Se não tivesse feito isso, era gol”, completou Cristiano.

Pra encerrar, Cristiano comentou sobre o lance que deixaria 99% dos jogadores de futebol tensos, receosos e tremendo pelo peso e responsabilidade. Bater o pênalti que decidiria o futuro do seu time, dependendo apenas de sua conclusão. O português foi franco: “Tentei me tranquilizar o máximo possível, sabia que era um pênalti decisivo. A pulsação ficou mais acelerada e os minutos pareciam eternos. Estamos muito felizes porque o Real Madrid está mais uma vez na semifinal”. Alex Erickson Jersey

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Lucas Kalebe
Lucas Kalebe
Estudante de jornalismo, loucamente apaixonado por futebol e madridista de sangue blanco. Nenhuma alegria superará a que senti no minuto 93. [email protected]

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