Benzema e Higuain, vidas e situações cruzadas

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“Vidas Cruzadas”, além de ser uma obra do escritor americano Raymond Carver, e uma canção do espanhol Quique González, poderia muito bem ser o título de uma biografia sobre a dupla Gonzalo Higuain e Karim Benzema. Vidas cruzadas entre si e contra todos. Ex-companheiros de vestiário, enquadrados nesse mesmo cenário. O argentino e o francês compartilham o mesmo rótulo, o pior possível para um centroavante responsável por fazer gols: “Nem sem goleiro consegue fazer um gol”.

São poucos os atacantes que se lembram de tantos momentos desesperadores em chances claras de gols perdidos, e nem de tantas apunhaladas de sua própria torcida. Desde seus tempos no Real Madrid, os dois eram reprovados pela falta de efetividade na frente do gol adversário. Mesmo com números bons a cada temporada, nunca seriam suficientes para comparar com os de Cristiano, que era o melhor aliado e pior comparativo, tudo em um.

(Veja no minuto 2:15 o incrível gol perdido por Benzema na última partida, contra o Las Palmas)

 

Karim passou na seleção de secretário de Cristiano, e Gonzalo tomou seu rumo em direção a Nápoles, onde encontrou carinho e respeito de uma torcida que o acolheu, com máxima loucura e incentivos, a toda garganta e coração. Até que o Pipita rompeu essa relação para vestir a camisa da Juventus. Desde que saiu do Bernabéu, além de acumular decepções com a seleção argentina, ganhou duas Copas da Itália, um campeonato italiano e uma Supercopa da Itália. Mas o feito que lhe trouxe mais prestígio foi ganhar o troféu Capocannoniere, título dado ao jogador que marcou mais gols em uma edição do campeonato nacional da Itália. “Agora ninguém poderá dizer que não faço gols”, pensaria Higuain. Nada menos que isso, já que ele tem essa marca em seu currículo, o deixando apto para provar a qualquer um que duvide de seu potencial goleador. Isso é uma garantia que Benzema não tem, já que seguiu como o “braço direito” perfeito de Cristiano.

O currículo de Karim tem “apenas” três Liga dos Campeões, todas conquistadas após a saída de Higuain, além de mais uma La Liga, uma Copa do Rei, três Mundiais de Clubes, três Supercopas da Europa e uma Supercopa da Espanha, troféus que o argentino perdeu  por sair do Real Madrid justamente antes da “época da colheita” (de títulos), período que começou logo após a partida de Mourinho (e Pipita) em 2013

O gol perdido por Higuain contra a Espanha (que não faria tanta diferença caso entrasse, mas ainda é um gol perdido)

Se há um consolo restante para o bianconero, é que marcou mais gols que o madridista desde que saiu da Espanha. São 146 gols em 242 partidas, média de 0,6 por jogo. Uma média maior que o 0,47 por jogo de Benzema, que tem 102 gols em 217 jogos desde que Higuain saiu.

Mas também é fato que há méritos que são atribuídos somente a Benzema. Ainda falam que ele não é certeiro na cara do gol, mas sabe jogar muito bem com o time, sua habilidade com o trabalho em equipe gera confiança entre os companheiros. Para fazer os gols, já tem Cristiano, então Benzema tem outro papel, mais incompreendido, já que ele é o jogador com o número 9 nas costas. Argumentos que são inválidos por seus críticos, mas que ainda os deixam com raiva ao falar.

Higuain não conta com essa atribuição e papel, e ainda tem uma desvantagem: a capacidade artística dos argentinos para insultarem. Alvo fácil de críticas por conta de sua fisionomia incomum para um jogador de alto nível. Mas ainda há alguns meses restantes na temporada, para mudar o curso dessa história, com a Liga dos Campeões e a Copa do Mundo, competição esta que Benzema acompanhará somente pela televisão.

Dois atacantes que olham para seus respectivos futuros com diferentes possibilidades. Assim como o uniforme do time do argentino, este futuro será preto ou branco. E essa história começa a ser escrita na partida de hoje. Thomas Davis Jersey

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Lucas Kalebe
Lucas Kalebe
Estudante de jornalismo, loucamente apaixonado por futebol e madridista de sangue blanco. Nenhuma alegria superará a que senti no minuto 93. [email protected]

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