A arriscada missão de ser um treinador espanhol no Real Madrid

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A frustração dos torcedores do Real Madrid com Julen Lopetegui é compreensível. Os números do espanhol não são nada bons: 5 vitórias, 2 empates e 4 derrotas em 11 jogos. O histórico de treinadores espanhóis na equipe merengue não é dos melhores, mesmo com a presença de Miguel Muñoz e Vicente Del Bosque, que têm 14 e 7 títulos com a equipe de Madrid, respectivamente.

O retrospecto dos outros treinadores do país não é bom. Nenhum conseguiu se segurar muito tempo no cargo: Rafa Benítez (215 dias), Juan Ramón López Caro (178), Juande Ramos (174), José Antonio Camacho (117) e Mariano García Remón (101). Todos tiveram passagens sem títulos pelo clube Blanco.

Em entrevista cedida ao Jornal Marca, o antigo treinador do Real Madrid López Caro afirma que o importante são os resultados, e que a estabilidade do vestiário depende do treinador e dos jogadores. Ele ainda diz que o histórico do treinador não é algo fundamental. López cita o caso de Zidane, que, mesmo sem nenhuma experiência em clubes grandes, foi muito bem-sucedido no clube merengue. O espanhol também declara achar que o clube merengue terá paciência com Lopetegui, porém ressalta que não é ninguém para dizer o que o clube deve ou não fazer.

Ainda em entrevista ao Marca, López Caro afirma que Julen Lopetegui sabe o que é o Real Madrid, e a decisão será tomada a partir do observado no dia a dia. E que a credibilidade do treinador é conquistada a cada jogo.

Para Pablo Parra, da Rádio Marca, a questão não é a nacionalidade do treinador, e sim o quão bom ele é. E destaca que o melhor treinador da história do Real Madrid é o espanhol Miguel Muñoz.

Segundo Mariano García Remón (um dos espanhóis que durou pouquíssimo no time merengue), não importa se o treinador é da casa ou não, o importante é a confiança do presidente em seu treinador nos momentos complicados. Ele ressalta que Florentino Pérez ficou ao lado de Zidane em seus maus momentos na Liga Espanhola e, depois, vieram os resultados.

Para López Caro e García Remón, o problema não é o treinador, mas sim a falta de gols, a qual leva o time a resultados ruins e, dessa maneira, acarreta a enxurrada de críticas ao treinador.

Paciência com os estrangeiros

Os números comprovam, desde a saída de del Bosque, que os treinadores estrangeiros permaneceram mais tempo no cargo do que os espanhóis: Luxemburgo (340 dias), Capello (358), Schuster (519), Pellegrini (358), Mourinho (1.097), Ancelotti (698) e Zidane (778).

Na era Florentino Pérez, 12 treinadores passaram pelo Real Madrid, sendo 6 deles espanhóis. Dos espanhóis, apenas Vicente Del Bosque conquistou títulos.

Para García Remón, a demissão de Lopetegui pode ocorrer caso os resultados não venham. Porém, para ele, isso seria injusto no momento, pois após Copas do Mundo, os jogadores sempre voltam aos clubes sem estarem 100%, como, destaca, pode-se observar, também, nas outras equipes.

Caso Julen Lopetegui seja demitido antes do esperado, o retrospecto de treinadores espanhóis no time merengue seria piorado.

Autor

Estudante de jornalismo, amante de futebol e do Real Madrid.


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Henrique Amaral
Henrique Amaral
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